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O telefone tocou várias vezes, já se passou uma hora. Não atendi porque não era ele. Se eu atendesse, conseguiria uma foda incrível. Mas não quero isso, não quero este, quero o outro. Justamente porque ele (o outro) não me liga cinco vezes, porque ele não se desespera, não perde o controle, me domina sem saber.

Enquanto escrevo, o telefone toca mais uma vez, não é o que quero, não é o outro.  É mais uma vez o mesmo, que liga demais, me convida para jantar, me chama de princesa e diz que sou perfeita. Ele é tão vazio. Não quero ele, sou do outro, que não me diz nada, que me beija calado e me tira o fôlego. Me completa.

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