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– Estou lhe dizendo que pare, que vou odiar.

– Eu a amo, minha querida. – Beijos nos ouvidos, nos lábios e depois nos seios. Ele chupava com força e ritmo, e os dentes lhe arranhavam os bicos.

-Não consigo agüentar mais – disse ela, baixinho, mas querendo dizer o contrário, que gritaria de agonia se ele parasse.

Anne Rice – A Hora das Bruxas II

Seus braços foram abertos, e a camisola foi levantada. Ela ouviu a seda que se rasgava, e depois o tecido se soltava e ela estava deliciosamente nua, ali deitada, com mãos que lhe afagavam o sexo, só que não eram mãos. Era Lasher, Lasher, que a chupa ia e que a acariciava, com os lábios nos seus ouvidos, nas suas pálpebras, com toda a sua imensa presença a envolvê-la, até mesmo debaixo dela, acariciando-lhe a cintura e abrindo seu traseiro para afagar os lábios inferiores. E, abrindo-se como o grande íris roxo no jardim. Como as rosas que explodiam nas extremidades das suas hastes escurecidas e ásperas e as folhas com tantas pontas e veias minúsculas. Ela se debateu e se contorceu no tapete.

E quando ela se contorcia como unia gata no cio… Vá embora, velha. Você não está aqui!

Agora a minha vez.

– É a sua vez, a nossa vez.

Línguas lhe lambiam os bicos dos seios, bocas se fechavam sobre eles, puxando-os, arranhando-os com os dentes.

– Com mais força, mais violência. Violente-me, vamos! Use seu poder. Ele a ergueu de modo que sua cabeça caísse para trás, com os cabelos em cascata, os olhos fechados, as mãos abrindo o sexo, abrindo as coxas.

– Entre em mim, com força. Faça-se homem para mim, um homem duro! As bocas atacaram os bicos com mais força, com as línguas lambendo os seios, o ventre, os dedos puxando seu traseiro e arranhando suas coxas.

– O pau – sussurrou ela. Foi quando o sentiu, duro e enorme a penetrá-la. – Vamos, me rasgue, vamos! Me esmague! – Seus sentidos foram inundados pelo cheiro de um corpo limpo e rígido e de cabelos limpos, quando o peso caiu sobre ela e o pau a penetrou com violência, é, com mais força, como um estupro. Relance de um rosto, olhos de um verde-escuro, lábios. E depois um borrão quando os lábios abriram os seus.

Seu corpo estava pregado ao tapete, e o pau a queimava ao entrar, arranhando seu clitóris, mergulhando mais fundo na vagina. Eu não agüento mais. Não consigo suportar. E, parta-me ao meio. Devastada. O orgasmo a inundou; sua cabeça, vazia a não ser pela louca enxurrada de cores como ondas, enquanto a sensação turbulenta se espalhava para cima pelo seu ventre, seus seios, seu rosto, e para baixo pelas coxas, enrijecendo suas pernas e os músculos dos pés. Ela ouvia seus próprios gritos, mas eles eram distantes, sem importância, saindo da sua boca num prazer divino; e seu corpo sacudia indefeso, desprovido de vontade e de raciocínio.

Repetidas vezes, a explosão a escaldou. Inúmeras vezes, até que todo o tempo, toda a culpa, todo o pensamento fosse eliminado.

(Anne Rice)

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