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Não é a primeira vez que decido por um ponto final na nossa história, pois nem existe uma história, não existe nada. São apenas momentos incríveis que passo ao lado dele, fico como uma menina que acabou de ganhar o melhor presente.

Considero um ponto principal: para gostar deve existir admiração intensa.

No início eu o admirava – pelo jeito, o olhar, os desejos, a profissão, as coisas que viveu, o jeito de sorrir. Tudo foi tão encantador. Porém, ele preciso decidir, e não decidiu. Não foi capaz de encarar o que já tinha ou começar uma nova história, ele simplesmente nada fez. E isto está pesando demais, porque eu vejo isso como uma grande tolice. Porque deixar se levar pelo medo da mudança, da novidade, do erro?

Então, fico neste ponto. Daqui a pouco ele chega, vou dizer “preciso falar algumas coisas a você”. Simples, fácil.

E ele chega com aquele sorriso na cara, com aquele olhar perdido e me dá aquele abraço apertado. Eu fico zonza, com raiva de mim. Ele me conta alguma coisa legal, me faz rir, me beija… E a voz dele? Já contei aqui que tenho tara por voz de homem? Pois é, gosto de voz rouca, forte…. tipo a voz do Chris Cornell. Perfeito!

E ele é tão gostoso, tão especial pra mim. É o primeiro homem que me passa segurança, que eu não preciso cuidar, nem dizer o que deve ser feito. Ele cuida de mim. Porém, mesmo assim, quando estamos juntos fico pensando em dizer o que é preciso ser dito. “Você não é capaz de fazer escolhas, leva uma vida medíocre por medo. Mas, olha, o dia passa, a vida está passando, ontem já nem existe e você quer continuar vivendo tudo pela metade?”

Não é a primeira vez que decido por um ponto final na nossa história, pois nem existe uma história, não existe nada. São apenas momentos incríveis que passo ao lado dele, fico como uma menina que acabou de ganhar o melhor presente.

Ele não está aqui, mas senti o cheiro do seu perfume no ar.

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